O mundo com outros olhos
Sentir o mundo,
também é importante para se localizar nele. Além do materialismo do tempo e
espaço, habita o extraordinário. Extraordinário mundo que nos é restringindo. Exceto
se rompermos a barreira que delimita a matéria do intangível.
Este mundo é um reflexo do mundo verdadeiramente extraordinário. A nossa visão se limita a
refração dos fótons de luz que incidem sobre a matéria, mas o nosso coração
sente vibrações sem precisar enxergar. Estas vibrações são chamadas de
sentimentos. Feche seus olhos e sinta o mundo com o coração! O cego sente o
amor mesmo vivendo na escuridão. Temos um conhecimento utópico de nós mesmos e
da verdadeira realidade, assim como a natureza de seus fenômenos.
“Nadamos na superfície
do mar para respirar, enquanto há um mundo não explorado em suas profundezas”.
Vagamos de forma semiconscientes pela superfície do globo. O extraordinário está presente em nossas vidas e não percebemos. Andamos cegos, e não sentimos o
amor. Apontamos no mundo o mal com o dedo, quando ele está dentro dos homens. Andamos
em círculo uma vida inteira para descobrir que tínhamos o que precisávamos, o
que nos bastava, e mesmo assim continuamos a querer mais.
Essas tolices
da vida parecem ser em vão. Mas possuem um significado. Talvez a tentativa de
despertar a consciência permita ver o mundo com outros olhos, e ver a si mesmo
de dentro para fora. Meditar sobre si mesmo. Pois somos o conteúdo, não o envoltório.
Talvez o
grande conflito seja aceitar a própria ignorância, e lutar contra própria “cegueira
sentimental” para despertar a consciência, rompendo a barreira do
extraordinário.
Diogo
Duarte.
23/06/2018