sexta-feira, 22 de junho de 2018

O mundo com outros olhos
Sentir o mundo, também é importante para se localizar nele. Além do materialismo do tempo e espaço, habita o extraordinário. Extraordinário mundo que nos é restringindo. Exceto se rompermos a barreira que delimita a matéria do intangível.
Este mundo é um reflexo do mundo verdadeiramente extraordinário. A nossa visão se limita a refração dos fótons de luz que incidem sobre a matéria, mas o nosso coração sente vibrações sem precisar enxergar. Estas vibrações são chamadas de sentimentos. Feche seus olhos e sinta o mundo com o coração! O cego sente o amor mesmo vivendo na escuridão. Temos um conhecimento utópico de nós mesmos e da verdadeira realidade, assim como a natureza de seus fenômenos.
“Nadamos na superfície do mar para respirar, enquanto há um mundo não explorado em suas profundezas”. Vagamos de forma semiconscientes pela superfície do globo. O extraordinário está presente em nossas vidas e não percebemos. Andamos cegos, e não sentimos o amor. Apontamos no mundo o mal com o dedo, quando ele está dentro dos homens. Andamos em círculo uma vida inteira para descobrir que tínhamos o que precisávamos, o que nos bastava, e mesmo assim continuamos a querer mais.
Essas tolices da vida parecem ser em vão. Mas possuem um significado. Talvez a tentativa de despertar a consciência permita ver o mundo com outros olhos, e ver a si mesmo de dentro para fora. Meditar sobre si mesmo. Pois somos o conteúdo, não o envoltório.
Talvez o grande conflito seja aceitar a própria ignorância, e lutar contra própria “cegueira sentimental” para despertar a consciência, rompendo a barreira do extraordinário.
Diogo Duarte.
23/06/2018

segunda-feira, 11 de junho de 2018



Entre o acaso e o destino.

    A cada dia que passa, sinto que nada é por acaso. Caso o tempo me esqueça, numa esquina qualquer, nesse momento, qualquer motivo é motivo para se sair de onde está. Ir além do que se possa enxergar, fazer o que não tenho coragem, conhecer novos lugares, respirar novos ares. Uma parte em mim pede por isso, para esquecer dos compromissos, e ir atrás da liberdade.
    Por que é tão difícil sair dessa rotina, mudar, sair do comodismo? Falar de liberdade é fácil, o difícil é viver ela!
    Ou será que somos nós, os culpados, desse nosso cativeiro? Em outras palavras somos o canário na gaiola, em que a porta está aberta, mas passamos tanto tempo lá dentro que não sabemos mais por onde sair. As vezes basta darmos um passo em direção da felicidade, mas não temos coragem. Nos atrapalhamos e a oportunidade acaba por se ir. E esta oportunidade não voltará mais.
Einstein dizia “insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Se você espera que a sua vida mude, mas continua a caminhar sempre pela mesma rua, as chances disso acontecer são mínimas. Seja ousado! Atravesse a rua, dobre a esquina, e deixe a magia acontecer. Mas não acredite no acaso, não espere por ele, acredite na sua força de vontade! E verá que o vento sempre sopra, mas só carrega quem estiver com suas velas hasteadas.
     Até as folhas que caem, nunca caem por acaso. O caso é o nome que deram para os fatos de causa desconhecida, mas isso não quer dizer que não exista uma causa. Todo efeito tem uma causa e toda causa gera um efeito. Uma causa inteligente gera um efeito inteligente. Se quer que o rumo da sua vida mude produza a sua própria causa, comece a pensar diferente e verá que também começará a agir diferente.
    Se buscar pela felicidade novas oportunidades aparecerão, novas e diferentes. Mas dessa vez não se reprima, agarre-as! Não fique a espera da hora certa, ela não chegará em quanto não agir. A felicidade não está agendada para tal dia em tal hora. Os momentos mais felizes não são marcados no relógio. São vividos intensamente pela alma dos amantes. Um preso pode ser livre para sonhar com a sua liberdade, olhando pela janela. E um homem livre pode estar preso, acorrentado ao passado, preso em suas próprias lembranças. Nelson Mandela foi julgado por traição, e ficou preso por 27 anos, e quando saiu reergueu seu país, tornando-o numa sociedade multiétnica.
    A vida não é como num filme, que os atores seguem um roteiro. A vida não é comandada pelo acaso, nem pelo destino. Pode até haver um plano mas se irá segui-lo depende de você. Você faz seu próprio destino. Se o destino realmente existe ele é como um projeto, mas se ele se realizará isso depende de você. Você tem poder sobre isso, pode mudar os planos a qualquer instante.
   Apenas nós podemos escolher entre deitar nossa cabeça no travesseiro pensando como nos entregamos fácil aos nossos problemas, ou podemos dormir saboreando a vitória sobre eles. 
    Sobre esta reflexão deixo aqui meu pensar. Somente você pode decidir em dobrar a esquina, e entrar na rua em que deixa de reclamar da própria vida e começa a ter atitudes transformadoras! Se abandonar as amarras, escreverá seu próprio roteiro, sobre as páginas da vida, entre o acaso e o destino...
Diogo Duarte.
08/06/2018 








sábado, 2 de junho de 2018


Abra seus olhos para a realidade.

Hoje tive uma reflexão que mudou minha forma de pensar. Abriu-me os olhos, varrendo lhe a impureza que os embaçava. Estava eu ouvindo uma música que falava de relacionamentos, e comecei a pensar, e rapidamente passou aquele velho filme da nossa vida pela minha cabeça. Eu vi meus relacionamentos e achei todos frustrantes, mas isso por que eu lembrei me dos términos. E a primeira vista pareceu-me que todos deram errado. Aí que aconteceu o enigmático espetáculo. Percebi pela primeira vez que estava errado quanto a esta conclusão. Minhas experiências amorosas não deram errado! Por que duraram pouco tempo, ou tempo inferior ao que eu esperava. Elas duraram o tempo que era para durar. Nenhum relacionamento dura para sempre. Nós que não estamos acostumados com essa ideia.
 Nossa mente criou arquétipos a partir de falsos valores impostos pela sociedade. O velho “felizes para sempre” dos contos de fadas do Walt Disney que nós crescemos vendo na TV.  Criou a ideia de que os relacionamentos serão sempre felizes e duradouros. E quando não são? Aí nós nos frustramos! Mas culpa não é nossa, e há tempo para mudar este pensamento auto destrutivo.
Outro valor compreendido errado é a ideia do casamento perante a lei de Deus. Lei esta criada pelos homens, não nos esqueçamos disso. A primeira vista não tem nada de errado aí. O problema surge quando é criada a ideia que o matrimonio que Deus uniu nada desfaz. Ledo engano! A uma coisa que se sobressai a benção do padre, é a falta de amor. Se faltar este único componente, que é necessário em uma relação ela desaba. Então o casamento só dura se haver amor entre os cônjuges. Não estou dizendo que o casamento é errado. Errada é ideia de que ele resolve tudo, e é a prova de balas.
Só o que mantem duas pessoas juntas é o amor. Quando eu digo amor me refiro ao sentimento, não a emoção apaixonante dos primeiros meses ou anos da relação. Isso é atração física que produz sensações em nosso corpo. a paixão pode unir, mas é o amor que mantem. Os relacionamentos só duram se houver amor. É por causa dessas ideias destorcidas e distantes da realidade que nos frustramos tanto.
Ninguém pode possuir ou outro. A maior prova de amor é possuir a liberdade de ir quando quiser, mas querer ficar por escolha. Cada relacionamento é uma experiência que nos faz crescer, se fosse para vivermos só, viveríamos em cavernas e não em sociedade. O sentido do relacionamento é proporcionar a oportunidade de crescimento pessoal a partir desse convívio, da troca de sentimentos. O “outro” manifesta-se como um espelho em que vemos nosso próprio reflexo, e nele poderemos ver nossos defeitos, pois possuímos muitos.
Então viva, apaixone-se, namore, case, se separe e case de novo se for preciso faça tudo isso, para compreender o que eu digo. Os relacionamentos não duram para sempre, duram o quanto é necessário durarem. Não sou nenhum Guru, não vendo formulas da felicidade. Apenas conclui este pensamento por que estava cansado me frustrar com algo que é normal. A vida é feita de ciclos, e o término de um significa o inicio de um novo.
Diogo Duarte.
02/06/2018

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Um escritor nunca morre...
...Permanece adormecido no papel, esperando pela hora em que alguém lhe dará vida novamente. Ou eternizado na mente daqueles que ganharam asas ao ler pela primeira vez sua obra.
Quão egoísta será o ser que priva o mundo do seu talento? Por isso o escritor tem seu valor, a sua arte é necessária. Seu talento não se resume a forma como escreve, transmitindo os seus pensamentos. O seu talento está na forma como  ele vê o mundo a sua volta, esta beleza sublime que passa desapercebida pelos olhos da maioria. Este é seu verdadeiro dom, o resto é técnica adquirida com a prática. Por isso cabe ao escritor a missão de transmitir sensações, emoções e sentimentos que estão soltos por aí.
O escritor não nasce sabendo escrever, mas certamente nasce com a capacidade de ver o mundo a sua volta com outros olhos. Olhos que respeitam, apreciam e principalmente sabem criticar. Por isso que gênios artísticos não são compreendidos e tão pouco julgados como normais. Mas suas obras certamente são apreciadas. Toda arte tem seu valor. Nunca esquecemos as poesias, contos, crônicas e romances que fizeram parte da nossa infância na escola, ou quando nos proporcionaram prazer nostálgico em uma empolgante leitura.
Hoje com toda essa tecnologia que nos rodeia, e a internet que nos conecta. Estamos na era da informação e acabamos não tendo tempo para sentar e ler um livro como antigamente. Mas isto não é bem verdade. A procura por livros ainda é grande, mesmo diante da concorrência forte dos ebooks. Boa parte do público prefere foliar páginas do que passar o dedo sobre a tela do Tablet. Não desmerecendo a praticidade da tecnologia, mas existe um sentimento por trás do ritual de foliar um bom livro.
Lembrei me agora, de um fato que aconteceu meses atrás na casa de um amigo meu. Ele estava me mostrado uns livros antigos que foram deixados para trás pelos antigos donos da casa que a família dele comprou. E entre estes livros eu achei um diário, um tanto diferente, nele haviam poesias em forma de dedicatória a uma pessoa, um costume que não se vê hoje em dia, os poemas eram assinados e datados da década de 50. Certamente é um costume que além de bonito, ficará no passado.
E como me disse outro amigo uma vez, “escrever é como cavalgar no céu sem ter asas”. Perguntei lhe onde tinha escutado essa frase. Ele me disse que apenas tinha pensado dessa maneira naquele momento. Sem dúvida esta frase é merecedora de palmas. Talvez Machado de Assis, José de Alencar, Alexandre Dumas, Charles Bukowski, Truman Capote e outros tantos pensassem assim também. Mas como saberei? sou apenas um crítico pensador! Mas uma coisa é certa, enquanto continuarem a ler suas páginas o escritor continuará vivo nas entrelinhas da sua obra.
Diogo Duarte.
 20/05/2018    

quinta-feira, 31 de maio de 2018


Palavras...
      ... Alimentam a minha alma nos dias em que me sinto só, deprimido pelos conflitos em minha mente. Sem saber para onde vou, andando a esmo por esse mundo velho, encontro em ti “Palavras” conforto para seguir caminhando. Sem saber pra onde vamos, sem saber de onde viemos, meu espirito anseia por respostas que ainda não tenho. Vivo a tentar me encaixar nesse mundo. A música, o papel e a caneta são meus maiores confidentes, pois somente sobre o papel materializo os pensamentos que entalam na garganta.
          Meu maior desejo é compreender-me, acredito que ninguém poderá compreender o que é Deus, sem compreender-se primeiro. Os grandes mestres já nos ensinaram isto séculos atrás.
         Ao ver tantas pessoas tirarem suas vidas, tomadas pela dor da depressão. Me pergunto se seria capaz de tal feito. E a resposta é não! Não é meu objetivo julgar ninguém aqui. “Não exijas dos outros, qualidades que ainda não possua” (Chico Xavier). Apenas acho que o suicídio não acabaria com a dor e o vazio. Já dizia Jayme Caetano Braun “por mais que um homem ande, jamais fugirá de si”. O problema não é a vida, somos nós. Não é o mundo a nossa volta, é o mundo dentro de nós. Não é onde se vive é como se vive.
Nossa mente é um labirinto, e as vezes nos perdemos nele de tal maneira que não conseguimos sair mais. Só seremos felizes o dia em que estabelecermos o equilíbrio em nossos pensamentos, e neste momento novas portas se abriram e descobriremos um mundo que ainda não nos é revelado.
Por isso te escolhi “Palavras”, para ser minha confidente. Palavras são como flechas, não voltam mais depois de disparadas. E sempre acabam por penetrar em quem elas acertam. Então meça as palavras antes de mira-las, você não sabe o que o outro está sentindo. Tenha cautela!
Por isso no mais eu digo. A vida é curta, e precisa ser vivida, cantada, dançada, as vezes falada, e outas vezes escrita. Embora ainda não existam palavras para certos momentos, nestes, apenas o silencio basta, outras vezes será um olhar. Mas enquanto puder me expressar, contínuo a te escolher “palavras”...
Diogo Duarte
13/05/2018

 Inspiração ou ego... 

   Mais uma noite e me encontro aqui, a refletir. Acredito que isto já esteja tornando-se um ritual. A madrugada que se vai, a música em som baixo no fundo, a luz de lamparina (elétrica) à iluminar o ambiente, neste contexto a inspiração me invade a alma espantando qualquer resto de sono. E me pergunto. Será nobre este instinto que me invade a consciência e transmito ao papel em forma de palavras o que penso, ou és puramente o meu ego se manifestando em busca de reconhecimento?
   Uma coisa eu sei, este questionamento é saudável. Aliás deveríamos nos questionar mais, fazer uma "mesa redonda" com nossos pensamentos. Mas não em forma de confissão, prometendo não repetir mais os maus hábitos, e sim revendo os próprios pensamentos para corrigi-los através de uma avaliação autossugestiva. 
   O ego, esta variante de nossa personalidade, que pode nos tomar o controle, anseia por reconhecimento e satisfação imediata. Luta silenciosamente nos confins de nossa mente nos manipulando sorrateiramente.
   Somos criaturas comandadas por nossas emoções, estamos sempre oscilando, ora felizes, ora nem tanto. É difícil manter-se sempre feliz, com o prazer em nível máximo. Pois queremos o que não temos e perdemos o interesse no que já temos. Não percebemos que tudo isso é material e não podemos levar quando partirmos. Talvez esteja aí o segredo, desapegar-se do ego, para resgatar a inocência de um sorriso de criança, que te diz "Olá" sem pedir nada e te oferece muito mais do tu poderias pensar.
   Reencontrando o elo deste pensamento. Não podemos levar quando partirmos o que é tangível. Mas podemos tornar intangível nossas "palavras" permitindo que elas voltem a fazer parte dos pensamentos, mas desta vez em outro universo psíquico, a sua mente. E esta inspiração se perpetua da mente para o papel, do papel para novas mentes. Produzindo novos questionamentos. Mais pontos de interrogação, pois são eles que levam a novos conhecimentos.
   "O questionamento é o motivo de se andar, quando se procura por respostas". Então se esta inspiração me faz crescer, certamente merece ser apresentada a quem também procura por respostas. Apenas ainda não achou a inspiração para começar a andar...
 
Diogo Duarte.
30/5/2018