sexta-feira, 1 de junho de 2018

Um escritor nunca morre...
...Permanece adormecido no papel, esperando pela hora em que alguém lhe dará vida novamente. Ou eternizado na mente daqueles que ganharam asas ao ler pela primeira vez sua obra.
Quão egoísta será o ser que priva o mundo do seu talento? Por isso o escritor tem seu valor, a sua arte é necessária. Seu talento não se resume a forma como escreve, transmitindo os seus pensamentos. O seu talento está na forma como  ele vê o mundo a sua volta, esta beleza sublime que passa desapercebida pelos olhos da maioria. Este é seu verdadeiro dom, o resto é técnica adquirida com a prática. Por isso cabe ao escritor a missão de transmitir sensações, emoções e sentimentos que estão soltos por aí.
O escritor não nasce sabendo escrever, mas certamente nasce com a capacidade de ver o mundo a sua volta com outros olhos. Olhos que respeitam, apreciam e principalmente sabem criticar. Por isso que gênios artísticos não são compreendidos e tão pouco julgados como normais. Mas suas obras certamente são apreciadas. Toda arte tem seu valor. Nunca esquecemos as poesias, contos, crônicas e romances que fizeram parte da nossa infância na escola, ou quando nos proporcionaram prazer nostálgico em uma empolgante leitura.
Hoje com toda essa tecnologia que nos rodeia, e a internet que nos conecta. Estamos na era da informação e acabamos não tendo tempo para sentar e ler um livro como antigamente. Mas isto não é bem verdade. A procura por livros ainda é grande, mesmo diante da concorrência forte dos ebooks. Boa parte do público prefere foliar páginas do que passar o dedo sobre a tela do Tablet. Não desmerecendo a praticidade da tecnologia, mas existe um sentimento por trás do ritual de foliar um bom livro.
Lembrei me agora, de um fato que aconteceu meses atrás na casa de um amigo meu. Ele estava me mostrado uns livros antigos que foram deixados para trás pelos antigos donos da casa que a família dele comprou. E entre estes livros eu achei um diário, um tanto diferente, nele haviam poesias em forma de dedicatória a uma pessoa, um costume que não se vê hoje em dia, os poemas eram assinados e datados da década de 50. Certamente é um costume que além de bonito, ficará no passado.
E como me disse outro amigo uma vez, “escrever é como cavalgar no céu sem ter asas”. Perguntei lhe onde tinha escutado essa frase. Ele me disse que apenas tinha pensado dessa maneira naquele momento. Sem dúvida esta frase é merecedora de palmas. Talvez Machado de Assis, José de Alencar, Alexandre Dumas, Charles Bukowski, Truman Capote e outros tantos pensassem assim também. Mas como saberei? sou apenas um crítico pensador! Mas uma coisa é certa, enquanto continuarem a ler suas páginas o escritor continuará vivo nas entrelinhas da sua obra.
Diogo Duarte.
 20/05/2018    

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