Palavras...
... Alimentam a minha alma nos
dias em que me sinto só, deprimido pelos conflitos em minha mente. Sem saber
para onde vou, andando a esmo por esse mundo velho, encontro em ti “Palavras”
conforto para seguir caminhando. Sem saber pra onde vamos, sem saber de onde
viemos, meu espirito anseia por respostas que ainda não tenho. Vivo a tentar me
encaixar nesse mundo. A música, o papel e a caneta são meus maiores
confidentes, pois somente sobre o papel materializo os pensamentos que entalam
na garganta.
Meu maior desejo é
compreender-me, acredito que ninguém poderá compreender o que é Deus, sem compreender-se
primeiro. Os grandes mestres já nos ensinaram isto séculos atrás.
Ao ver tantas pessoas tirarem
suas vidas, tomadas pela dor da depressão. Me pergunto se seria capaz de tal
feito. E a resposta é não! Não é meu objetivo julgar ninguém aqui. “Não exijas
dos outros, qualidades que ainda não possua” (Chico Xavier). Apenas acho que o suicídio
não acabaria com a dor e o vazio. Já dizia Jayme Caetano Braun “por mais que um
homem ande, jamais fugirá de si”. O problema não é a vida, somos nós. Não é o
mundo a nossa volta, é o mundo dentro de nós. Não é onde se vive é como se
vive.
Nossa mente é
um labirinto, e as vezes nos perdemos nele de tal maneira que não conseguimos
sair mais. Só seremos felizes o dia em que estabelecermos o equilíbrio em nossos
pensamentos, e neste momento novas portas se abriram e descobriremos um mundo
que ainda não nos é revelado.
Por isso te escolhi “Palavras”,
para ser minha confidente. Palavras são como flechas, não voltam mais depois de
disparadas. E sempre acabam por penetrar em quem elas acertam. Então meça as
palavras antes de mira-las, você não sabe o que o outro está sentindo. Tenha cautela!
Por isso no
mais eu digo. A vida é curta, e precisa ser vivida, cantada, dançada, as vezes
falada, e outas vezes escrita. Embora ainda não existam palavras para certos
momentos, nestes, apenas o silencio basta, outras vezes será um olhar. Mas enquanto
puder me expressar, contínuo a te escolher “palavras”...
Diogo Duarte
13/05/2018
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