quinta-feira, 31 de maio de 2018


Palavras...
      ... Alimentam a minha alma nos dias em que me sinto só, deprimido pelos conflitos em minha mente. Sem saber para onde vou, andando a esmo por esse mundo velho, encontro em ti “Palavras” conforto para seguir caminhando. Sem saber pra onde vamos, sem saber de onde viemos, meu espirito anseia por respostas que ainda não tenho. Vivo a tentar me encaixar nesse mundo. A música, o papel e a caneta são meus maiores confidentes, pois somente sobre o papel materializo os pensamentos que entalam na garganta.
          Meu maior desejo é compreender-me, acredito que ninguém poderá compreender o que é Deus, sem compreender-se primeiro. Os grandes mestres já nos ensinaram isto séculos atrás.
         Ao ver tantas pessoas tirarem suas vidas, tomadas pela dor da depressão. Me pergunto se seria capaz de tal feito. E a resposta é não! Não é meu objetivo julgar ninguém aqui. “Não exijas dos outros, qualidades que ainda não possua” (Chico Xavier). Apenas acho que o suicídio não acabaria com a dor e o vazio. Já dizia Jayme Caetano Braun “por mais que um homem ande, jamais fugirá de si”. O problema não é a vida, somos nós. Não é o mundo a nossa volta, é o mundo dentro de nós. Não é onde se vive é como se vive.
Nossa mente é um labirinto, e as vezes nos perdemos nele de tal maneira que não conseguimos sair mais. Só seremos felizes o dia em que estabelecermos o equilíbrio em nossos pensamentos, e neste momento novas portas se abriram e descobriremos um mundo que ainda não nos é revelado.
Por isso te escolhi “Palavras”, para ser minha confidente. Palavras são como flechas, não voltam mais depois de disparadas. E sempre acabam por penetrar em quem elas acertam. Então meça as palavras antes de mira-las, você não sabe o que o outro está sentindo. Tenha cautela!
Por isso no mais eu digo. A vida é curta, e precisa ser vivida, cantada, dançada, as vezes falada, e outas vezes escrita. Embora ainda não existam palavras para certos momentos, nestes, apenas o silencio basta, outras vezes será um olhar. Mas enquanto puder me expressar, contínuo a te escolher “palavras”...
Diogo Duarte
13/05/2018

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